O HOBBIT – J.R.R. TOLKIEN

By Anônimo - maio 19, 2021

 



Reza a lenda que o livro O Hobbit teve por inspiração um lampejo de distração, onde, o autor estava “sonhando acordado” como diz a gíria, e observava um buraco no tapete em seu escritório. Logo formou no subconsciente de Tolkien a seguinte frase: “Em uma toca no chão vivia um hobbit.” Reza o conhecimento popular também que todas as lendas têm um fundo de verdade, sendo assim, passaremos a uma superficial análise desta obra que até 2007 já havia vendido cerca de 100 milhões de exemplares.

As raízes de o Hobbit estão na infância de Tolkien, nos livros infantis de fadas lidos e nas brincadeiras fantasiosas. O universo da Terra-Média, como apontam diversos especialistas nas obras do autor, é uma referência ao período em que Tolkien vivia mais ligado a natureza, na zona rural de Worcestershire. Outra influência positiva é o Padre Francis, cujos relatos descrevem como um amigo assíduo da Família Tolkien e alguém que durante suas visitas fumava o seu inseparável cachimbo (talvez Gandalf e Bilbo tenham aprendido com ele!!).

O livro aqui tratado simboliza uma fuga do mundo moderno. Tolkien por vezes desdenhava a sociedade industrial, não se rendia as facilidades da tecnologia. O Autor jamais teve um aparelho de televisão e raramente acompanhava programações de rádio, não gostava das artes que retratavam a modernidade. Pode-se dizer que o Século XX foi o gatilho criativo de Tolkien para desvendar a Terra-Media.

Vale ressaltar ainda que se há um autor na literatura que saiba conquistar o leitor somente com o primeiro parágrafo, com certeza, falamos de Tolkien. O mestre e iniciar livros, inicia assim a aventura rumo a Erebor (ou a Montanha solitária) e o dragão sob a montanha:


Consoante noção apresentada nos parágrafos anteriores, em o Hobbit, o personagem central da trama, Bilbo Bolseiro, é figura simbólica de um inglês de classe média que mantém dentro de si um forte desdém pelas inovações tecnológicas. Fatos estes que explicam o forte antagonismo do mesmo às aventuras.

A aventura narrada nesta obra magistral tem início no Condado, com Bilbo desfrutando dos confortos de sua residência construída na encosta de uma montanha. Em uma bela manhã surge o mago Gandalf e, depois de vários diálogos interessantes, convida Bilbo para tomar parte em uma aventura rumo a Erebor, onde vive o Dragão sob a montanha.


A trama desenvolve com a frenética negativa de Bilbo Bolseiro e na tentativa deste em se ocultar da presença do mago. Contudo, o destino já estava traçado, pena que o senhor Bolseiro não foi logo informado. Na noite, surpreendido pelo toque da campainha, Bilbo se vê cercado por inúmeros visitantes indesejados, os anões, que compareceram sob convocação de Gandalf para se reunirem naquele local e na manhã seguinte partirem a Erebor.

A Bilbo caberia a tarefa mais árdua entre todas, ser o Ladrão. Não estamos nos referindo a qualquer ladrão, mas o ladrão do Dragão, o que, tratando-se de Tolkien, se transformaria em algo quase místico, em função dos contornos do Dragão (não retratados em outras obras de ficção, tais como falar e inteligência bem acima da média).

Na manhã seguinte à reunião, o Sr. Bolseiro acorda e se depara com a despensa vazia e na ausência dos visitantes. Percebe uma carta de Thorin no canto da lareira e em segundos de indefinição, resolve partir e acompanhar a caravana rumo ao tal monte Erebor e o desconhecido.

Nosso relato termina aqui, ainda que no primeiro capítulo do livro. Sendo assim, só podemos desejar uma prazerosa leitura de O Hobbit! Esta pequena introdução tem a intenção de aguçar a curiosidade do leitor para, querendo este, conhecer umas das obras mais fantásticas de ficção já escritas.


  • Share:

You Might Also Like

0 comentários