SOBRE A ESCRITA – UM TRIBUTO DO IMORTAL AOS MORTAIS

By Anônimo - maio 19, 2021



Ao ouvir o título “sobre a escrita” pela primeira vez é quase inconsciente a correlação com alguns manuais presentes no mercado editorial pátrio que prometem a intangível nota 1000 nas provas de redação. Esta associação, contudo, não está completamente equivocada. Sthepen King, no auge de sua experiência literária nos apresenta lições preciosas, capazes de incluir “leigos em rodas literárias”.

Seguindo, é de se destacar a simplicidade com que as palavras saltam para o papel, texto leve e limpo, fazendo dessa obra paradigmática um patrimônio sobre as belas artes ficcionais, obrigatória para escritores e profissionais correlatos.

Entretanto, parece-nos que a maior contribuição dessa obra não está adstrita a escritores de carreira, mas, sim, na formação e aprimoramento de leigos sobre o assunto, em grande parte universitários, o qual podemos destacá-la como obra complementar.

Primeiramente, é discorrido uma sumaríssima biografia do autor, com um estilo de linguagem de “saltar aos olhos”. Assim, as credenciais são apresentadas e, desde já, nos é introduzido que esta obra não se destina a prateleiras empoeiradas, mas um manual vivo sobre a arte de escrever bem, inclusive serve para o ENEM (rsrsrs *que me permitam os leitores).

Logo em seguida o autor trabalha pontos cardeais, nos apresentando a alegoria da caixa de ferramentas, que constitui os princípios básicos da escrita. Nas páginas seguintes, nos é introduzido as técnicas “bussolares” capazes de comandar o jovem escritor a confortáveis páginas de ficção, compatíveis com a seriedade da profissão.

Continuando, Sthepen King percorre uma série de dúvidas, comuns em palestras em seminários em que o mesmo participou ao longo de sua carreira. Esta parte é a razão de existir do trabalho bibliográfico, entretanto, não a podemos atribuir o status de “ponto cardeal”, pois a obra toda goza desse status.

Por fim, a similitude com que a obra é encerrada, com citação de obras sugestivas e o emblemático acidente que afastou o autor de suas funções habituais passam ao leitor um turbilhão de sensações que vão desde o riso deliberado a extremos de tristeza. Não conheço autor com tamanho domínio linguístico.

Como dito outrora, à história é pendular. Em complementação, Hegel, filósofo alemão, aponta que cabe a história direcionar quais fatos sociais merecem ser escritos na experiência da humanidade. Para o mesmo, a história é um filtro onde todos os fatos sociais devem passar, para então, se tornarem imortais em nossa consciência. Este livro, “Sobre a Escrita”, está entre os imortais, o tempo serve tão somente para creditar a importância das lições nele tratadas. 



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